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sábado, 8 de março de 2008

Cidades do Futuro 17 – Um futuro para São Paulo 3

ILUSTRAÇÃO DA PÁGINA DA USP

A velocidade das dinâmicas urbanas da metrópole ultrapassa de longe o ritmo do planejamento urbano e negocial da “Paulicéia”. A Faria Lima deveria ser a avenida do futuro, seu projeto mal começou, mas a região já está toda saturada, e a situação irá piorar, se novos direcionamentos não se associarem a essas iniciativas.



Planos Emergenciais para São Paulo


Enquanto a reurbanização de toda a cidade não se organiza como projeto global, será preciso adotar medidas contingenciais em São Paulo, para que a cidade não colapse sob tantos problemas. Isto será necessário também porque a reurbanização levará vários anos, várias décadas.


Uma solução será o Anel Viário (conceito mais amplo que o Rodoanel), mas já há um problema com esse projeto, porque ele demorou muito para começar e está demorando muito para se expandir. As necessidades de tráfego de São Paulo estão crescendo bem mais rápido que as soluções. O Anel Viário provavelmente precisará ser ampliado antes de estar concluído, mas esta é a base das contingências possíveis. É preciso mudar urgentemente a geografia do trabalho na cidade, e isto implica infelizmente em abrir novos espaços na região metropolitana, em áreas ainda desocupadas, como se a cidade recomeçasse ali. Não é a mesma solução dos condomínios, por exemplo, pois estes ainda têm enorme dependência do centro da cidade. Essas novas áreas precisam ser abertas segundo o que se propôs no blog nos primeiros artigos sobre projetos urbanos. É preciso construir primeiro sistemas avançados de filtragem de impactos, e múltiplas vias de acesso, a pé, de bicicleta, de asa delta, de trem, teleférico, de ônibus simples, duplo, de um andar, dois andares, de skate, de carro solar, carrinhos de golfe, vale tudo, até de carro e de moto, em vias múltiplas, chegando de vários lados. Depois de instalados os sistemas hídricos propostos, formas alternativas de produção de energia (solar, eólica, térmica a álcool, etc, o importante não é só a contribuição atual, mas a instalação de alternativas em expansão) e sistemas diversos de filtragem de impactos ambientais (que níveis poluidores seriam aceitos para os veículos autorizados a circular nessa área, por exemplo), é que começariam a ser construídos os conjuntos comerciais e de escritórios, segundo códigos de construção cuidadosamente dimensionados e previstos. Um projeto desses poderia começar rapidamente, desde que cumprido integralmente e explicados os seus princípios aos ambientalistas. Nasceria uma Nova São Paulo, de dentro dessa aguda crise urbana.


Tais áreas precisariam ser construídas em dois ou três extremos da cidade, de acordo com as condições de acesso popular provenientes das áreas hoje mais estranguladas pelo sistema viário, de modo que as condições de transporte e de acesso ao trabalho melhorassem radicalmente. Está se propondo a migração dos postos de trabalho para essas novas áreas comerciais, nestes termos, sem demora. Há capital para isso, há terreno suficiente, há tecnologia urbana para sustentar um projeto dessa monta, as necessidades já são sufocantes, e as possibilidades de se criar tais projetos deve ser bastante atraente para os grandes capitais paulistanos, nacionais e internacionais (tome-se como referência o recente negócio imobiliário efetuado na Avenida Brig. Faria Lima,, de R$ 500 milhões).


O que não pode mais ocorrer é esse descontrole completo das estruturas urbanas, e a falta total de comportamento lógico no desenvolvimento da cidade, que evolui para o caos, em vez de evoluir para a organização. Seria um absurdo total, por exemplo, construir torres altíssimas ou grandes conjuntos de prédios em áreas que não comportam mais demandas urbanas, nas condições atuais. É preciso ter um pouco mais de ousadia, determinação e visão, mas isto a cidade tem de sobra, em potencial. Está faltando apenas usá-las na direção necessária, articulando suas gigantescas habilidades, quase sem igual no mundo.


Mas, simultaneamente à abertura dessas novas frentes urbanas, não se poderia abandonar as áreas mais antigas, como se fez durante tanto tempo com o centro velho de SP. Será preciso reurbanizar continuamente os planos mais antigos de São Paulo, reconstruindo a cidade a partir desses dois pólos, no mesmo projeto. O novo aeroporto e os transportes de massa são apenas a ponta de imensas geleiras, que podem ser diluídas pelo conhecimento e pelo planejamento adequado a essas questões.


revisão em 09.03.08

Projeto Cidades do Futuro 17



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